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Engenheiro Mecânico formado pela UNICAMP, Doutor e Mestre em Engenharia Industrial pela University of Michigan, EUA, André Macedo é Consultor Líder de Projetos em empresas clientes nos setores de siderurgia, refratários, papel e celulose, filmes de poliéster, indústria de bebidas, equipamentos médicos hospitalares, mineração, etc. Participou de diversos treinamentos ministrados pelo INDG e FDG. É sócio representante da ANDALUSIA - ASSESSORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL, empresa fornecedora de serviços para o Instituto de 2000 a 2007. A partir de novembro de 2007 passou a trabalhar no Regime CLT.

Seus conhecimentos o capacitam a liderar projetos nas abordagens Estatística, Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia, Confiabilidade, Blue Line e Aumento de Receita.

Quando cursava engenharia mecânica, já imaginava trabalhar como consultor? Como foi seu início nesta atividade?
Sim, desde o início do curso eu já imaginava trabalhar em consultoria, mais por uma questão de afinidade com o estilo de vida do que por conhecimento sobre o que eu faria como consultor. Este conhecimento veio mais tarde, no último ano de graduação, quando uma empresa de consultoria em projetos de otimização de Campinas me contratou como estagiário. Meu trabalho foi bastante focado em analisar estatisticamente dados para alimentar os modelos de pesquisa operacional dos outros consultores. Neste estágio consolidaram-se tanto minha afinidade com o trabalho de consultor quanto o meu interesse pela estatística aplicada.

Em termos de oportunidade, o que tem representado a consultoria em sua vida profissional?
No início de minha vida profissional a carreira de consultor me ajudou a enxergar opções e escolher meus caminhos em termos de especialização. Durante o doutorado, o trabalho de consultor me ajudou a aprofundar bastante os conceitos teóricos da estatística e a aplicá-los em projetos (além de me possibilitar pagar as mensalidades da universidade!). Desde minha entrada no INDG, o trabalho como consultor me ensinou a ter objetividade e método na aplicação dos conhecimentos, visando à solução de problemas e alcance de metas. Em poucas palavras, a consultoria é minha vida profissional.

Você tem participado de muitos projetos por meio da implementação da metodologia de estatística, como aconteceu esse direcionamento de sua atuação?
Não foi por acaso. Nós temos no Instituto lideranças especialistas em identificar oportunidades e recursos e juntar os dois. Em meus primeiros tempos de INDG eu atuava mais em treinamento e orientações, mas tinha muito interesse em atuar em projetos. Outros estatísticos estavam em situação similar. Nós éramos o recurso, no caso. Por outro lado, o prof. Falconi e alguns líderes de projeto percebiam, já havia algum tempo, a necessidade de aprofundar a aplicação de ferramentas estatísticas e analíticas dentro da metodologia de solução de problemas em algumas soluções oferecidas pelo INDG, como forma de garantir melhores resultados e mais um diferencial para o nosso trabalho. Eles nos deram a oportunidade de atuar como apoio estatístico a equipes de alguns projetos, bem como de desenvolver pequenos projetos específicos da área de estatística em projetos de grande visibilidade. Os resultados foram bons, e não paramos mais de trabalhar assim.

Como aprendeu a metodologia uma vez que sua área de formação não é estatística?              

Eu sou engenheiro por formação, mas minha pós-graduação foi bastante direcionada para a estatística. Dentro do Departamento de Engenharia Industrial, em Michigan, há várias especialidades, como pesquisa operacional, teoria de estoques, ergonomia e estatística aplicada, por exemplo. Um aluno de doutorado lá deve escolher durante o programa um campo maior de especialização (major) e um menor (minor). Meu major é em estatística aplicada, e meu minor é em pesquisa operacional. As ferramentas estatísticas, portanto, aprendi na escola, mas o método de solução de problemas aprendi (e continuo aprendendo) no INDG.

Ser um integrante da equipe de estatística é um fator que restringe a participação em outras abordagens ou abre novas possibilidades?
Sem dúvida, este fator abre muitas possibilidades. Qualquer membro da equipe pode atuar em projetos do INDG como membro da equipe, líder de projeto ou líder de projetos, independentemente de sua formação profissional, desde que demonstre aptidões e cumpra os requisitos para estas funções. Além desta possibilidade, nós podemos atuar nos chamados projetos da estatística ou como apoio técnico para equipes de outros produtos, usando nossa formação específica. As possibilidades são muitas.

Sua atuação tem sido mais em consultoria/orientações ou treinamentos?
Ao longo dos últimos anos tenho procurado manter um equilíbrio entre estas atividades. As formas de trabalho são distintas e são todas desafiadoras a seu modo. Eu diria que passo a maior parte do meu tempo no momento atuando em projetos de consultoria, mas mantenho um número pequeno de orientados em programas seis sigma e ocasionalmente ministro treinamentos em estatística ou confiabilidade.

Quais são as principais características dos projetos de estatística?
Como qualquer projeto do INDG, estes projetos procuram resolver problemas específicos e bater metas usando o método. O diferencial é que pegamos realmente “pesado” com o ferramental estatístico, quando necessário. Nossas equipes desenvolvem, ao longo dos projetos, métodos e            

procedimentos estatísticos bastante sofisticados, que aumentam nossa capacidade de identificar e agir sobre os problemas.

Eu prevejo que, dentro de algum tempo, no entanto, todos os projetos do INDG serão projetos de estatística, porque nossas equipes absorvem e utilizam as ferramentas a uma velocidade assustadora! Mantenho contato com equipes, no Brasil e no exterior, que fazem uso de teoria da amostragem estatística, métodos de previsão de demanda baseados em regressão múltipla, otimização de políticas de estoques, análise de conglomerados e outras ferramentas black belts e master black belts.

O que diria aos empresários que ainda não conhecem os benefícios que o trabalho em parceria com o Instituto pode trazer para suas organizações?
Eu diria que, se for o caso, entrem em contato conosco. Nós temos um time de primeira linha que pode ajudá-los a identificar oportunidades de ganhos em seu negócio e também as melhores maneiras para transformá-las em ganho real.

Aponte os projetos dos quais participou ou liderou e de que tenha mais orgulho.
Eu tenho orgulho de trabalhar no INDG. Não consigo apontar um projeto específico de que me orgulhe mais, em detrimento dos outros. Alguns foram mais desafiadores do ponto de vista de metas, outros do ponto de vista de desafio técnico, mas eu tenho orgulho de todos. Tenho orgulho de alguns momentos em particular; quando um cliente diz que está muito satisfeito e que gostaria de seguir contando conosco para a melhoria de seu negócio. Quando um colega de equipe me diz que gostou muito de trabalhar comigo e que gostaria de fazê-lo novamente um dia.

Quais são os projetos sob sua liderança no momento? Pode citar os segmentos ou dar informações genéricas (sem nomes dos clientes).
No momento eu estou praticamente embrulhado em papel e celulose. Lidero uma equipe como CL em uma fábrica do setor em um projeto de consolidação das ferramentas da gestão da rotina, e outra equipe como sênior em um projeto de estabilização de um processo industrial (foco em redução de variações). Nas “horas vagas” oriento alguns projetos Green Belts, também em papel e celulose, ou ministro algum treinamento de confiabilidade e análise de falhas para outros clientes, para não perder a prática.

 
 
 
 

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