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Carlos Emanuel Teixeira Pires Bicheiro é sócio representante da CARLOS & CARLOS S/C LTDA., empresa fornecedora de serviços para o Instituto. Ele atua como Consultor Líder de Projetos em empresas clientes de diversos segmentos empresariais, tais como petróleo, energia, transportes aéreos, bancário, seguros, hospitalar, industriais, etc.

Os conhecimentos técnicos desse Engenheiro Mecânico e mestre em Engª de Produção o credenciam a atuar nas abordagens a seguir: Formulação Estratégica, Gerenciamento da Rotina, Gerenciamento pelas Diretrizes, Gestão de Pessoas – Capacitação, Implantação de Soluções Gerenciais para Aumento de Receita e Redução de Despesas, ISO 9000:2000, Mapeamento de Processos, Reestruturação e Reprojeto de Processos e Reestruturação de Empresas.

Em quais segmentos empresariais o senhor já atuou, implementando a metodologia do INDG, e quais as soluções aplicadas com mais freqüência?
Carlos Bicheiro - No INDG, tive a oportunidade de atuar em quase todos os setores da economia: Óleo e Gás (Exploração de Petróleo e Gás, Distribuição de Petróleo e GLP, Transporte, Energia (Elétrica, Bio-Combustíveis), Aviação Comercial, Varejo, Instituições Financeiras e Seguradoras, Industrial, Hospitalar e Alimentício (Industrial e serviço).

Bem, com relação à metodologia, já atuei em quase todas as soluções que o INDG oferece ao mercado (Estratégia, GPD, GRD, GRR, Reestruturação, GMD, GMR, Gestão de Pessoas, etc). Porém, as mais aplicadas são aquelas relacionadas à redução de custos (GMD) e às abordagens de Processo (GRR, GRD, Reestruturação).

Que motivos têm incentivado os empresários a demandarem o INDG?
Carlos Bicheiro - Com certeza, o grande motivo atual é a necessidade de melhorar o desempenho das organizações, medido pelos seus indicadores financeiros (Rentabilidade, EVA, Lucratividade, EBITDA, etc).

Hoje, a competição está muito apertada e o jogo é definido nos detalhes. Logo, as empresas necessitam que todas as pessoas da organização (do conselho ao nível operacional) se preocupem com a Gestão adequada de seus recursos e, para isso, têm que saber medir, analisar e tomar as decisões corretamente, alinhadas em todos os níveis. Não temos mais espaço para perdas, ineficiências, desperdícios, etc.

Resumindo, as empresas necessitam melhorar seus resultados e, para isso, precisam ter um sistema de gestão integrado que permita a todas as pessoas da organização melhorarem sua capacidade de análise e tomada de decisão, permitindo assim a adequada gestão dos recursos.

Aponte os projetos sob sua liderança que mais alcançaram repercussão devido a seus excelentes resultados. Qual foi o maior desafio desses trabalhos?
Carlos Bicheiro - Bem, vou começar pelo desafio. Em todos eles, o maior desafio é vencer as barreiras iniciais, tais como a descrença, a percepção que já se sabe tudo, que já se faz tudo. Ao mesmo tempo, este é o maior motivador posterior, a partir do aparecimento dos resultados. É por isso que buscamos obter resultados rápidos.

Cito dois que até hoje têm grande repercussão, dentro e fora da organização. O primeiro é de um setor muito competitivo, que passou por uma crise muito forte há alguns anos. Algumas empresas quebraram e outras surgiram. Enfim, busca-se, economizar cada centavo na operação. Fizemos um projeto de Redução de Despesas que obteve um resultado 200% acima da meta contratada.

O outro é em uma empresa que fornece para o varejo. No diagnóstico (no início queriam um trabalho na área industrial), por uma necessidade de sobrevivência, identificamos que a empresa deveria ter um crescimento da receita de 65%. Devido ao tamanho do desafio, tivemos que convencer os donos e o próprio INDG quanto à viabilidade desta meta. Enfim, tivemos um crescimento de vendas da ordem de 67% no primeiro ano, e, nos anos seguintes (2 últimos), algo próximo a isso. Hoje a empresa está a um mês de se tornar líder nesse segmento, além de ter revertido um cenário de déficit que já durava 4 anos.

Quais são os principais fatores que contribuem para o sucesso de um projeto?
Carlos Bicheiro - Em primeiro lugar, a vontade da liderança para a mudança. Sem a liderança, não existe mudança. Esta deverá indicar a meta, acompanhar e cobrar os resultados periodicamente. Além de fornecer os recursos e as condições necessários para atingi-los. Depois, a adequada integração entre conhecimento gerencial, trazido pelo INDG, e o

conhecimento técnico existente na empresa.

Sem dúvida nenhuma, estes são os três fatores críticos de sucesso.

Em sua opinião, o que é ser um líder ideal? O ser humano pode aprender a ser um bom líder com o decorrer dos anos?
Carlos Bicheiro - Para mim, o Líder ideal é aquele que obtém resultados surpreendentes, sem se esquecer das pessoas. Levando-as a trabalhar como equipe (aproveitando as sinergias e diferenças de cada um), obtendo o máximo de seu potencial individual e buscando a capacitação constante.

Vou simplificar numa fórmula: Líder Ideal=Atributos x Resultados. Esses atributos são:

- Visão Estratégica: Pensa para a frente, desafia a imaginação, inspira e energiza as outras pessoas que se comprometem com a visão, conquista mentes e corações, lidera pelo exemplo;

- Nível de Exigência: Inspira e demonstra paixão pela excelência em todos os aspectos;

- Integridade: Mantém um compromisso com a honestidade e a verdade em todos os aspectos do comportamento, assume responsabilidade pelos próprios erros;

- Responsabilidade e Compromissos: Demonstra coragem e autoconfiança na defesa das suas crenças, idéias e equipe;

- Comunicação e influência: Comunica-se de forma aberta, simples, clara, estimula respostas e discussões;

- Construtor de equipes: Delega tarefas, potencializa as equipes para a obtenção da eficácia máxima;

- Conhecimento e competência: Possui e compartilha prontamente os conhecimentos e as competências funcionais e técnicas, interesse constante pelo aprendizado, encoraja e promove a busca de conhecimento.

- Percepção de Pessoas: identifica e percebe as necessidades e expectativas das pessoas, sabe ouvir, esta aberto às idéias, qualquer que seja a origem;

- Aberto às mudanças: cria mudanças reais e positivas, vê a mudança como oportunidade e não como ameaça, antecipa problemas e inicia maneiras novas e melhores de fazer as tarefas;

Diante desses atributos, eu acredito que o ser humano pode aprender a ser um bom líder. Basta querer.

Como devem agir os jovens que ingressam na equipe técnica do INDG para absorverem a maior gama possível de conhecimentos?
Carlos Bicheiro - Não ter medo de errar, ser pró-ativos, ter alto nível de exigência e questionar sempre o porquê das coisas que fazem. Estudar, estudar, estudar sempre, seja o método ou soluções, seja os conhecimentos técnicos do cliente, seja o mercado.

E, acima de tudo, não ter medo de questionar e explorar os conhecimentos dos seniores e líderes.

Seguindo essas orientações, em quanto tempo um consultor trainee pode chegar a consultor líder de projetos?
O INDG é uma das poucas empresas que têm um plano de carreira tão claro e objetivo e que depende única e exclusivamente da competência do profissional. Diante disso, eu acredito que em 5 a 6 anos é possível a um Trainee chegar a consultor líder de projetos. Só depende de cada um.

Quais são as três principais características que um profissional deve ter para trilhar a carreira de consultoria no INDG?
Seguir as Crenças e Valores do INDG, Foco em Resultados (entrega e venda), Capacidade de Liderança

O que diria aos empresários que ainda não conhecem ou duvidam dos benefícios que o trabalho em parceria com o Instituto pode trazer para suas organizações?
PAGUEM PARA VER!!!!!!

Isso quer dizer que só na prática eles compreenderão as melhorias ? Como tudo isso pode ser apresentado com exemplos em uma visita promocional ou em uma entrega de proposta comercial?
Sim, nós somos uma consultoria de resultados práticos e não de relatório ou discurso. Assim, a melhor forma de levarmos a uma compreensão é de alguma forma ligar a prática à teoria. Em uma VP, temos que fazer a lição de casa, conhecer um pouco mais a empresa, o mercado, seus problemas e, durante a conversa, dar exemplos de casos práticos similares.

Na entrega da proposta comercial, já temos um embasamento maior do problema e da empresa, pois, ou fizemos um diagnóstico ou analisamos os dados fornecidos. Neste caso, a discussão é toda em torno disso. Ou seja, em torno do RESULTADO que se objetiva ter com o projeto e a sustentação da nossa estratégia. Logo, conhecer bem a empresa, o mercado e conseguir oferecer a solução que melhor se encaixa nela são pontos fundamentais.

Cada cliente é único ou a situação encontrada em uma empresa é freqüentemente vista em outras organizações?

Cada cliente é único. Por mais que as empresas tenham similaridades, em função do negócio, mercado ou até mesmo dos problemas. Cada empresa tem sua própria cultura, seus valores e seus anseios estratégicos. Logo, o que deu certo p/ uma pode não dar p/ outra. Cada caso é um caso, essas variáveis devem ser levadas em consideração.

Qual foi o momento mais importante até hoje em sua carreira no INDG?
Carlos Bicheiro - Quando fui convidado a ser sócio do INDG;

O que significa ser um sócio da maior organização de consultoria em gestão empresarial do Brasil?
Carlos Bicheiro - Fazer parte do INDG já me deixava orgulhoso e feliz, por me permitir contribuir um pouquinho com o sonho dos professores de melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da melhoria da gestão.

Ser sócio representa um aumento significativo da responsabilidade, pois é a delegação, por parte dos professores, da missão de não deixar esse sonho morrer.

 

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