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Como você ingressou na carreira de consultoria? Quais as maiores dificuldades encontradas por você no início da trajetória dessa atividade? Por que valeu a pena? Cite o que lhe traz mais satisfação em atuar como consultor e ter uma empresa parceira do INDG.
Ingressei na carreira de consultoria no início dos anos 90, atuando inicialmente como consultor interno em uma empresa do setor financeiro. Nesta época, o Brasil acabava de passar por uma abertura de sua economia que desestruturara muitas empresas, acostumadas até então à proteção de seus mercados. Naquele momento, a grande dificuldade era apresentar soluções rápidas para aumento da produtividade das organizações, mas que fossem frutos de ações sustentáveis. As empresas buscavam soluções que consideravam milagrosas, tais como reengenharia, downsizing, etc., sem a utilização de um modelo de gestão integrada. Assim, para os consultores, o desafio era identificar e adotar um método de gestão que realmente contribuísse para a melhoria dos resultados dos clientes a curto, médio e longo prazo.
Na verdade, é isso que me dá maior prazer no trabalho de consultoria e na parceria com o INDG: poder ajudar as organizações a obterem resultados surpreendentes por meio da implantação de metodologias de gestão que envolvam as pessoas de todos os níveis da organização.
Tem preferência por atuar em algum setor específico?
O que me atrai nos projetos é o fato de serem desafiadores e exigirem soluções inovadoras. Assim, não tenho preferência por atuar em nenhum setor específico, visto que, com o aumento da competição no mercado, há demanda para a realização de projetos com estas características em todos eles.
A qual experiência gostaria de ser submetido na posição de Consultor Líder de Projetos e Sócio do INDG? Um CLP ainda tem degraus a subir? O que enxerga daqui a mais alguns anos para sua vida profissional?
Gostaria de atuar em empresas que iniciam o seu processo de internacionalização e precisam competir globalmente. É um momento de muita transformação para estas empresas e exige ousadia, um ótimo planejamento e práticas de classe mundial.
Um Consultor Líder de Projetos, assim como todos os demais, tem sempre muito a aprender. O crescimento não é limitado pela posição ocupada mas sim pelo alcance da nossa própria visão. Neste caso, a cada objetivo alcançado acredito que devemos buscar alvos mais desafiadores, que é o que nos motiva a crescer permanentemente. No futuro, além do domínio de novas metodologias, quero poder apoiar diretamente o board de grandes empresas no direcionamento estratégico de suas organizações.
Quais são os projetos sob sua liderança no momento?
Atualmente, lidero projetos de abrangência no setor judiciário, na área de saúde, na indústria têxtil e em uma grande Prefeitura do país. |
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Aponte os projetos dos quais participou ou liderou e de que mais se orgulha.
Cada projeto que alcança os seus resultados é motivo de orgulho para mim. Entretanto, há vários projetos que liderei, na área de saúde, que tiveram um impacto social que muito me orgulharam. Num deles, foi possível aumentar significativamente o número de atendimentos prestados à população, sem exigir nenhum investimento na construção de novas unidades hospitalares. Por meio da integração dos processos assistenciais e administrativos, foi possível reduzir o prazo necessário para o atendimento dos cidadãos em áreas de urgência e emergência, com melhoria da qualidade do atendimento e ao mesmo tempo com a melhoria da situação financeira da instituição. Isto é particularmente importante porque prova definitivamente que, com uma boa gestão, não há nenhuma incompatibilidade também na área de saúde pública, entre a melhoria da qualidade na prestação dos serviços e a redução destes custos para a população.

Em sua opinião qual é o grande diferencial do INDG para atrair uma demanda de segmentos tão diversos?
Em primeiro lugar, a capacidade de gerar resultados reais, mensurados sob o ponto de vista financeiro, para os nossos clientes de todos os segmentos. Nos últimos anos inclusive, com o sucesso alcançado por projetos executados na área pública e no exterior, provamos que o método gerencial que ensinamos gera resultados extremamente positivos para organizações de qualquer setor.
Em segundo lugar, o método que adotamos tem o mérito de ser profundo na capacidade de diagnóstico e proposição de soluções, mas bastante simples de ser transmitido, o que permite uma transferência mais rápida de know-how para nossos clientes.
E em terceiro lugar, nossos projetos envolvem não somente a elaboração de diagnósticos mas também o acompanhamento das equipes de trabalho na implementação das mudanças e obtenção dos resultados. Com isso, consegue-se o envolvimento de um grande número de funcionários, tornando o processo participativo.
Quais as maiores dificuldades encontradas nas empresas?
Eu diria que atualmente, independentemente do setor, a maior dificuldade das empresas está na identificação e formação de líderes. Sem uma liderança forte e comprometida com os valores da organização, não há alinhamento na identificação dos rumos que a empresa deve seguir e a implementação das mudanças necessárias não é realizada. A existência de líderes permite o empowerment (transferência de autoridade) aos subordinados e o seu conseqüente comprometimento com as metas da empresa.
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A outra dificuldade que identifico ainda em muitas organizações é a inexistência de um conhecimento gerencial, voltado para a obtenção de resultados, em todos os seus níveis hierárquicos. Muitas vezes, com a adoção de métodos gerenciais, nossa equipe consegue apoiar nossos clientes na identificação de oportunidades de ganho que eles até então não percebiam. A difusão do conhecimento gerencial é vital para que as empresas sejam competitivas num mercado cada vez mais disputado.
Ao avaliar um membro de sua equipe, que peso costuma dar aos tópicos conhecimento técnico, produtividade, capacidade de trabalho em grupo e planejamento?
Considero o elevado conhecimento técnico uma obrigação de todo o consultor. Sem ele não seremos capazes de transmitir os ensinamentos necessários aos nossos clientes. Entretanto, o grande diferencial de um bom projeto de consultoria é a realização de um ótimo planejamento e a capacidade de integrar pessoas. Assim, quando avalio um membro de minha equipe , sou muito rigoroso quanto à sua capacidade de planejar as suas atividades e de trabalhar em grupo, pois, caso estas características não sejam satisfatórias, a produtividade do trabalho será pequena e a sua capacidade técnica fará pouca diferença.
Que conselhos você daria aos jovens talentos do INDG?
Eu diria aos jovens talentos do INDG que, para se ter uma carreira de sucesso, eles devem ter um alto nível de exigência consigo mesmos, ter como hábito estudar muito e ter um forte comprometimento com a geração de resultados para os nossos clientes. As pessoas que se comportam desta forma são permanentemente demandadas para novos e mais interessantes desafios e crescem mais rapidamente como consultores e também como pessoas.
Em sua opinião, quais características suas contribuíram para o convite a ser um sócio do Instituto de Desenvolvimento Gerencial?
Acredito que foram dois os pontos mais importantes para receber o convite: a identificação com os valores da organização e a capacidade de gerar bons resultados para os nossos clientes e para o INDG. O primeiro ponto visa à garantia de que, mesmo após a saída dos fundadores, seus ideais permaneçam na Instituição. O segundo visa a garantir que o INDG permanecerá competitivo e capaz de ajudar as empresas na caminhada para o seu desenvolvimento.
O que significa ser sócio da maior organização de consultoria em gestão empresarial do Brasil?
Estamos vivendo um momento muito singular na vida de nosso país, com a busca de uma inserção maior no cenário mundial, particularmente na área de negócios. O processo de internacionalização de nossos empresas é cada vez mais acelerado e isso tem provocado e provocará grandes mudanças na vida da sociedade brasileira. Ser sócio do INDG neste momento significa poder atuar diretamente na construção destas mudanças, uma vez que estamos trabalhando na maior parte das grandes empresas brasileiras. Neste caso, sinto-me neste momento como um agente ativo na transformação de nossa história atual, o que particularmente me dá muito prazer.
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