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William Giovani Barros

Minha história em relação ao Projeto Gestão pela Qualidade Total (Projeto GQT) começou em 1986, no dia 11/07, dia em que, também, fui aprovado no vestibular de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Curso este que conclui em meados de 1991, sempre estudando no turno da noite.

Iniciei meus trabalhos na Fundação Christiano Ottoni exercendo a função de auxiliar de contabilidade, na tesouraria da FCO. Naquela época ainda não eram comuns os computadores nas empresas, motivo pelo qual cheguei a trabalhar na área de mecanografia daquela Instituição. Possivelmente poucas pessoas do INDG sabem o que é trabalhar com o mecanógrafo, mas, podem acreditar, no passado esta foi a principal arma do contabilista.

Durante o período em que cursava Direito e simultaneamente trabalhava na FCO, fui aprimorando meus conhecimentos jurídicos no Departamento de Pessoal da Christiano Ottoni que, naquela época, demandava conhecimentos específicos de Direito, pois o País vivia um momento de grande instabilidade jurídica no campo trabalhista, em face das diversas interpretações dos inúmeros planos econômicos que eram editados pelo Governo Federal.

Nestes anos todos, contribui para que nenhuma das Instituições por que passei sofresse uma condenação por ação trabalhista.

Na FCO o Projeto cresceu de forma meteórica, como vem crescendo até hoje, mas, por ser algo novo no País, gerou enorme repercussão nacional, trazendo os holofotes para as pessoas que conduziam magistralmente a inovação. Isto trouxe grandes benefícios, mas, também, a incompreensão de pessoas cujo foco principal não era o progresso da Nação.

Diante desta incompreensão, que já tomava corpo dentro da UFMG, fui chamado, em fevereiro de 1997, pelo Prof. Godoy, para que fossem tomadas as providências para a criação de uma nova Fundação. Como mantinha uma boa relação com o então Promotor Público, Curador de Fundações de Minas Gerais, Dr. Cássio Eduardo Rosa Resende, procurei-o e lhe expliquei toda a situação, que o sensibilizou pelo risco de destruição de um trabalho que já se afigurava como importante para o desenvolvimento do País. Ele nos apoiou integralmente na criação da FUNDAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO GERENCIAL.

Quando a situação do Projeto GQT se tornou insustentável dentro da FCO, já tínhamos condições de operar a FDG.

Talvez este tenha sido o meu maior desafio profissional, o divisor de águas que possibilitou o meu crescimento.

Na FDG passei a exercer uma nova forma de trabalho, sem vínculo empregatício, que permitia um maior investimento no meu Escritório. Minha Empresa foi alavancada pela possibilidade de contar, em sua carteira de clientes, com a prestação de serviços para a FDG na área contábil e jurídica, acrescida de diversos                         

prestadores de serviços que sempre acreditaram no meu trabalho.

A FDG foi considerada como uma entidade padrão no que se referia à prestação de contas à Curadoria de Fundações. Isto gerou o respeito e a confiança por parte de todos os Promotores que se sucederam na fiscalização das contas da FDG.

A FDG continuou crescendo de forma intensa, mas, por uma imposição legal, não foi permitida a prestação de serviços remunerados via Fundação. Foi preciso agir rapidamente para a criação do Instituto de Desenvolvimento Gerencial Ltda, pois a FDG deveria continuar existindo, porém prestando serviços de forma exclusivamente assistencial.

Foi criado o INDG Ltda., cujo Contrato Social tive a honra de assinar como advogado.

Acostumado a trabalhar com entidades sem fins lucrativos, tive que me reciclar para atender a uma Empresa com movimentação que exigia a tributação pelo Lucro Real e contava com um volume de documentos que deveriam ser bem organizados, nos moldes exigidos pelos órgãos fiscalizadores.

 

Vi o INDG crescer ao ponto de se transformar em uma Sociedade Anônima. Diferente de todas as outras empresas, foi firmado um acordo de acionistas que privilegia aqueles que trabalham e fazem a Instituição crescer, sem privilégios para familiares e sucessores. Fui inserido no primeiro grupo de 31 (trinta e um) acionistas que adquiriram ações do INDG S A, sendo, a posteriori, relacionado para adquirir novas ações, hoje, sou detentor de 20.000 ações PN do INDG S A .

Enfim, sinto-me honrado em fazer parte desta Organização e de ter contribuído para a sua criação e desenvolvimento.

Desejo que meu depoimento sirva para demonstrar, principalmente para os mais jovens, alguns pontos importantes:

- não é preciso exercer atividades de grande vulto dentro das organizações, o que é necessário é que cada um faça seu trabalho, mesmo que seja uma tarefa burocrática e de menor visibilidade, com grande senso de responsabilidade, honestidade e com grande vontade, pois, desta forma, com certeza vocês serão reconhecidos;
- acreditem e aprendam com as pessoas que dirigem esta Empresa com valores éticos sólidos;
- tentem melhorar a cada dia a sua conduta profissional, pois o crescimento de vocês contribuirá para o crescimento da Empresa, que lhe retornará de forma multiplicada;
- por fim, NÃO DESISTAM NUNCA, as adversidades sempre existirão mas, se souberem enfrentá-las, vocês se tornarão cada dia mais fortes.

 


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