| INDG: quem sabe fazer, sabe ensinar No dia 09 de novembro/03, os Professores José Martins de Godoy e Vicente Falconi Campos foram os entrevistados no Programa Momento de Decisão, da Rede Minas. Confira abaixo o que foi apresentado durante a entrevista. Os Professores José Martins de Godoy e Vicente Falconi estão entre os maiores especialistas brasileiros em qualidade e gestão empresarial. Juntos, fundaram a maior organização de treinamento empresarial na américa latina, o INDG - Instituto de Desenvolvimento Gerencial. Os números conquistados são surpreendentes. Até 2002, o INDG já havia treinado 380 mil gerentes e realizado 220 mil sessões de orientação técnica em empresas. E a explicação para um sucesso tão grande está no método original. | O INDG faz um trabalho bastante diferente das consultorias tradicionais que, em geral, entregam uma análise completa, mas não executam o projeto. O Instituto de Desenvolvimento Gerencial coloca seus instrutores dentro das empresas. É o método aprender fazendo. E o INDG só se dará por satisfeito quando as metas forem atingidas, e o mais desafiador: quando a própria empresa aprender a fazer a nova gestão sozinha. "A metodologia expande a capacidade de um grupo de pessoas na busca por resultados", analisa Vicente Falconi. O INDG tem cerca de 500 instrutores e escritórios em cinco capitais, entre elas, São Paulo e Rio de Janeiro. Os projetos ultrapassaram as fronteiras brasileiras e já chegaram em mais de dez países como: Espanha, Estados Unidos, Itália e China. |  Vicente Falconi Campos (esq.), Orientador Técnico, e José Martins de Godoy (dir.), Presidente do INDG
| O INDG desenvolveu método próprio de ensino tornando-se a maior organização de treinamento empresarial na América Latina. Os instrutores trabalham para multiplicar o conhecimento. O cliente do INDG vai aprender a alcançar as metas sonhadas com a ajuda da própria equipe e vai redescobrir a força do negócio. O Instituto de Desenvolvimento Gerencial atua nas áreas de: planejamento empresarial, métodos avançados de melhorias de resultados, gerenciamento avançado de vendas, reestruturação e inovação, atua na operação da empresa, no gerenciamento de projetos, gestão de pessoas, gerenciamento da manutenção com foco na gestão de ativos. O INDG também desenvolve softwares gerenciais e faz gerenciamento de logística. Produzir resultados financeiros é a maior meta do Instituto em todos os projetos. Por isso, para cada cliente, o INDG desenvolve um plano de ações personalizado. Cedro Na centenária indústria têxtil Cedro, por exemplo, o INDG mergulhou na produção. Primeiro, foi realizada uma pesquisa com os clientes da indústria para saber opiniões e demandas sobre a Cedro. Foram apontados cinco desafios, entre eles, a necessidade de padronizar o cumprimento e a largura dos rolos de algodão e de mudar as nuances de cores. Em julho deste ano, mais de 100 clientes deram o veredicto. Segundo o instrutor técnico do INDG, Marco Antônio Branquinho, "a segunda pesquisa mostrou que todos os esforços valeram a pena". O resultado desse primeiro projeto de ensino empresarial fez o INDG estender o atendimento para a Administração e o Departamento Comercial da Cedro. Os resultados deram à tecelagem mineira uma posição altamente competitiva no mercado brasileiro e deixaram a centenária indústria pronta para um salto ainda maior. "Um dos principais desafios da cedro é conquistar mercado fora do Brasil. É crescer através de exportação", diz Branquinho. Pi Paf O INDG também atuou na Pif Paf, o maior frigorífico mineiro. O trabalho girou em torno do GPD - Gerenciamento Pelas Diretrizes que significava deixar claro para todos os funcionários, as metas da empresa. "Precisamos alinhar todas as metas, todas as ações de melhoria para esse foco", informa Marco Antônio Branquinho, que também foi o instrutor do projeto na Pif Paf. A equipe do INDG identificou, primeiro, as lideranças dentro da empresa. Era necessário dar suporte às equipes de controle de qualidade e preparar a agroindústria para a certificação Iso. Também foi criada a base de gerenciamento de rotina. Antes da atuação do INDG, a Pif Paf tinha um grande desafio: tornar comuns, as metas que a diretoria criava. Os instrutores do INDG mudaram essa realidade e a empresa passou a analisar os resultados por outro ponto de vista. "Esses resultados tem que passar a refletir a estratégia", diz Branquinho. Itambé A maior indústria brasileira de laticínios também tem a atuação do INDG. A Itambé começou a trabalhar com os conceitos de ensino empresarial há cerca de seis anos. E o mais curioso nesse projeto, é que tudo começou dentro da fábrica. Foi somente depois de alguns meses, e já com os primeiros resultados na mão, que a diretoria entrou no processo. Fundada há 55 anos, a Itambé se tornou marca nacional. São produzidos dois milhões de litros de leite por dia. Em 2002, o faturamento foi de R$ 800 milhões. O INDG foi chamado para ajudar a Itambé a definir - e cumprir - metas de curto prazo. "Olha, eu destaco dois principais resultados: redução de despesas e resultados de vendas", informa o instrutor do INDG responsável pelo projeto, Flávio Souto Boan. Em todas as etapas, os resultados foram obtidos antes do previsto. O corte de custos se tornou realidade. Para o gerente de Produção da Itambé, José Geraldo Tenchini, "a maior mudança foi cultural. Todo mundo desde o mais baixo funcionário até o gerente, aprendeu a valorizar os detalhes e a enxergar, não apenas o próprio setor, mas sim, toda a empresa". A Itambé praticamente acabou com as perdas. Os produtos se tornaram mais competitivos e os funcionários aprenderam um novo jeito de trabalhar. "Eles aprendem conosco e passaram a fazer sozinhos esse trabalho de melhoria", afirma Boan. Sketch A rede de lojas de roupas masculinas Sketch também aprendeu um novo sistema de controle de custos com o INDG. O processo teve três etapas e durou pouco mais de dois anos, período suficiente para a empresa conhecer conceitos de gestão que deram mais competitividade ao negócio. Orçamento Matricial era o nome do desafio. A Sketch precisava cortar custos. A instrutora do INDG Raquel Rolphs se reuniu com os funcionários para entender o funcionamento do negócio. A Sketch tem 12 lojas. Cada uma teve seus custos analisados pela equipe do INDG e as filiais de melhor desempenho se tornaram modelo. Após o primeiro ano de orçamento matricial, os resultados surpreenderam. "Nós ultrapassamos a meta de redução de custos", informa Rolphs. Mas para que todos esses resultados sejam alcançados, o processo tem que começar direito e por isso o INDG se empenha numa tarefa especial: "a primeira coisa que a gente faz é descobrir onde a empresa quer chegar", garante Vicente Falconi, orientador Técnico do INDG. Fonte: Rede Minas - Programa Momento de Decisão - 09/11/03 |