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Que faz uma empresa entender o método gerencial como alavanca de crescimento? 15/1/2007
Minha trajetória nestes últimos 25 anos é cheia de lembranças e aprendizados muito interessantes. Nesta trajetória tivemos clientes como o Grupo Gerdau e a Cia. Cervejaria Brahma , que cresceram e se tornaram multinacionais. Tivemos também muitos outros casos de sucesso , que não me atrevo a listar pois certamente deixarei alguns de fora. No entanto, para os dois casos mencionados, além da elevada capacidade de liderança de sua direção, sem o que nada aconteceria, houve um fato em comum: nos dois casos seus dirigentes tiveram aulas sobre método gerencial, entenderam, e eles mesmos criaram condições para a sua disseminação.
No caso do Grupo Gerdau, lembro-me de que estava fazendo uma apresentação para o Conselho e Diretoria quando , de repente , o Presidente se levantou ( nesse momento levei um tremendo susto e confesso que quase "perdi as pernas") e exclamou: "Puxa vida! Agora entendi. Este será o modelo gerencial para o Grupo Gerdau!" Isto foi lá pelos idos de 1987, 20 anos atrás. Hoje sua empresa é uma multinacional forte e meu amigo Jorge Gerdau está numa cruzada para levar o método gerencial à área pública , na esperança de energizar a economia brasileira. Só faz isto quem tem muita consciência e experiência do que o método gerencial pode fazer por qualquer organização.
No caso da Cia. Cervejaria Brahma, além de o Marcel Telles assistir a várias apresentações (algumas particulares) , me fez, como consultor, participar de algumas reuniões de Diretoria , quando a Brahma ainda era sediada no Rio. Foi uma luta , naquela época , levar o método a toda empresa (a empresa é muito espalhada geograficamente) e vale lembrar a imensa contribuição da "Regina da Brahma", isto é, a minha amiga Regina Langsdorff. Mas o Marcel sempre esteve solidário, mesmo em momentos muito difíceis, pois este processo nem sempre é suave. Em 1997, para fortalecer suas intenções de disseminar o método, convidou-me a participar de seu Conselho. Lá estou há dez anos e me sinto como se estivesse junto à minha família ; vários diretores de hoje eram trainees quando cheguei. Ainda na Brahma, em certo momento, o Beto Sicupira me pediu para dar uma aula particular para ele. Lá fui eu para seu escritório e ficamos uma manhã inteira discutindo os vários mapas e figuras que penduramos na parede. O Beto ficou com o material, estudou, e hoje, junto com o Jorge Gerdau, é mais um a levar a bandeira do método para a área pública.
Lembro-me destes casos e fico pensando se realmente entender o método não seria o fator principal para os dirigentes usarem esta alavanca poderosíssima no desenvolvimento da empresa. Creio que preciso me empenhar mais em repetir os exemplos do Jorge, Marcel e Beto em nosso país. Vou me colocar à disposição de dirigentes para aulas particulares! Entrementes, deixo para reflexão de todos uma frase do finado Peter F. Drucker , de seu livro " Managing for the Future - The 1990's and Beyond", Truman Talley Books/Dutton, New York, 1992.
"Os fatores tradicionais de produção - terra, mão-de-obra e até dinheiro, pela sua mobilidade - não mais garantem vantagem competitiva a uma nação em particular. Em vez disto, o gerenciamento tornou-se o fator decisivo de produção ".
Peter F. Drucker
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