Todos nós do INDG temos recebido cumprimentos pela atuação na área pública. Além disto tem acontecido um fenômeno interessante: pessoas têm nos procurado para se juntar ao time do INDG pela vontade de atuar na gestão pública e sentir que estão ajudando o País a melhorar e acabar com a pobreza e a miséria. Temos notado que existe um sonho neste sentido.
Realmente temos tido algumas vitórias e, graças ao Governador Aécio Neves, conseguimos demonstrar que os métodos gerenciais são importantes, senão vitais na gestão do bem público. Quem deu, de fato, o falado Choque de Gestão em Minas Gerais? É óbvio que foi o Governador.
O que é Gestão? São atuações nos meios para conseguir resultados. Não se pode falar em gestão sem metas. Para atingir metas são necessários três ingredientes: liderança (fornecida pelos líderes políticos), conhecimento dos processos de serviços públicos (fornecido pelo pessoal do Estado) e método (geralmente fornecido por consultores especialistas em metodologia gerencial). É também óbvio que podem ser conseguidos resultados somente com liderança e conhecimento dos processos, e é por isto que existem alguns líderes políticos que são melhores que outros na gestão, simplesmente porque são melhores líderes e sabem trabalhar com pessoas melhor que outros. No entanto, o que o Governador Aécio Neves mostrou ao País é que o método é um componente avassalador quando utilizado por uma boa liderança. Os empresários já sabiam disto pois utilizam métodos modernos para fazer suas empresas serem mais competitivas e crescerem. Eles sabem disto e vários deles também estão esperançosos de que o atual interesse pelo método gerencial seja uma mudança definitiva na gestão do bem público no Brasil.
Por outro lado, o método gerencial pouco mudou nos últimos anos, mas as ferramentas técnicas utilizadas dentro do método têm mudado com uma velocidade enorme, sendo difícil, mesmo para empresas de consultoria de gestão, manter-se atualizadas nesta área. Isto está acontecendo porque a informática tem afetado fortemente a análise das informações empresariais, que conduz a tomada de decisões mais certeiras e eficazes. Foi o que aconteceu em Minas. Um consultor não toma decisão, mas ele, junto com funcionários do Estado, fornece ao Governo o quadro real da situação e opções de ação. Quem toma a decisão e assume a responsabilidade política é o Governador.
O método permite que se faça exatamente aquilo que é o melhor e de menor custo (prioritário) para se atingir uma meta. Uma boa utilização do método evita medidas caras e que são tomadas muitas vezes sem nenhuma correlação com o final desejado. Dou um exemplo: certo Ministro da Educação lançou um Programa do Uniforme Escolar. Muito bem. Nada contra uniformes escolares. O que se pergunta é: qual a meta? Se a meta for: "Colocar os resultados dos exames dos estudantes brasileiros entre os dez melhores países do mundo até 2020", então teremos várias medidas a serem tomadas e nós realmente não sabemos se o Programa de Uniforme Escolar seria uma medida prioritária dentro de um Plano de Ação feito com a ajuda de métodos gerenciais.
A grande tragédia da gestão do bem público é que o Estado nunca quebra em conseqüência de medidas caras e ineficazes que são tomadas. Ele aumenta os impostos. No entanto, uma boa gestão é julgada pelos resultados e o povo reconhece isto. O que vemos nas áreas de Educação, Segurança e Saúde é uma verdadeira tragédia. Não temos outra designação. Pelos resultados, nós todos sabemos: falta gestão!