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Rachel Mendes Botrel Coutinho é atualmente CL da frente de Gerenciamento Matricial de Despesas no projeto corporativo da Gerdau Ameristeel e responsável pela coordenação de quatro unidades: Knoxville, Jackson, Calvert City e Manitoba. Ela é advogada e possui MBA em Finanças Corporativas pelo IBMEC/MG. “Normalmente as pessoas perguntam como uma advogada veio parar numa consultoria como a nossa, com foco em resultados financeiros, com um público voltado para os administradores e engenheiros. Minha escolha em migrar para a consultoria teve como principal fator o que considero primordial para o bom desenvolvimento profissional, que é a identificação da profissão com os valores pessoais. É muito gratificante poder trabalhar em prol da melhoria dos resultados das empresas em que atuamos. Estamos no cliente para levar conhecimento gerencial, identificar oportunidades para garantir a sobrevivência e o crescimento das organizações. Já na atuação do Direito, me deparava com vários conflitos e desenvolvia atividades que nem sempre acreditava ser a melhor solução para o cliente ou sociedade. No entanto, creio que esta formação me auxiliou bastante em um aspecto que considero importante na consultoria, dentre vários outros: a convicção e a capacidade de convencimento. É um desafio muito grande chegar a uma empresa de grande/médio porte, com conhecimento técnico elevadíssimo (como exemplo, diretores formados em Harvard, com vasta experiência profissional...), muitas vezes com outro idioma, e convencer as pessoas que estamos ali para levar conhecimento gerencial e auxiliar na obtenção de resultados, ainda mais por sermos tão jovens”, salienta a consultora. |
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![]() Equipe de gestores da Gerdau Ameristeel de Calvert City - Kentucky, Vice-President Terry Donovan e consultores Rachel e Sandro Santos. ![]() Consultores Andre Paranhos e Rachel em Jackson, Tennessee. ![]() Equipe de gestores da Gerdau Ameristeel Knoxville - Tennessee, Vice-President Arlan Piepho e consultoras Rachel e Juliana do Vale. |
“Para obter o conhecimento técnico necessário para minha atuação como consultora, sendo eu uma advogada, tive que passar por vários treinamentos, como por exemplo, Gerenciamento para Resultados, Green Belts, Gerenciamento de Projetos, Formulação Estratégica, Gerenciamento Matricial de Receita e aplicando os conhecimentos de Rotina no meu primeiro projeto, na Área de Educação”, complementa. Rachel ressalta que consultoria significa quebrar paradigmas sempre. “Não foi à toa que já nos apelidaram, no cliente atual, de ´troublemakers´. Estamos sempre propondo soluções, identificando novas oportunidades de forma acelerada, ou seja, alterando o modus operandi da empresa. E, para que isso saia do papel, precisamos de muita determinação, persistência, paciência e, principalmente, saber conquistar as pessoas, tirando-as da zona de conforto, pois são elas que desenvolverão estas melhorias que buscamos”, acrescenta. Ela conta que hoje tem uma visão dos fatos, com uma perspectiva e leitura diferenciadas, sempre voltada aos fins, ou seja, focada em resultados, e diz que o próprio método gerencial foi auxiliar determinante para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. “Chega a ser perigoso, pois na hora que percebo, já estou aplicando o PDCA”. “Todos os projetos em que já atuei trouxeram aprendizados e gratificações diversas. Porém, o projeto em que estou no momento, EMM (Expense Matrix Management), na Gerdau Ameristeel, tem uma característica especial pela sua magnitude (as 15 plantas da America do Norte) e pelo momento de crise em que se encontra a economia. Ver o país em recessão, fechando o mercado externo, a produção de aço caindo, o enxugamento das equipes e conseguirmos nos manter cada dia mais fortes no cliente, agregando valor em cada atividade desenvolvida, tem sido um desafio constante. Isso significa muito trabalho, resultado rápido e constante. Estamos finalizando a 4ª revisão do orçamento (demanda do mercado, impondo metas cada vez mais agressivas), enquanto acompanhamos os resultados. O cliente, após a fase inicial de ceticismo (normal em todo cliente), hoje acredita na importância do trabalho que está em andamento e que busca auxiliar a sustentabilidade do negócio neste momento tão delicado da economia.” Viagens freqüentes Rachel diz que sua base é a cidade de Knoxville, TN, porém tem visitado as 4 unidades que lidera e, além disso, viaja de avião, durante 5 horas, de 15 em 15 dias, para encontrar seu marido, e de 3 em 3 meses para o Brasil para visitar a família e os amigos. “Imaginem se não gostasse de aeroporto e avião, um dos melhores amigos do consultor!” Situações inesperadas geram aprendizado Rachel relatou para o Boletim um fato interessante, que demonstra a diversidade do aprendizado e experiência às quais estão sujeitos os consultores. Ocorreu em uma lavanderia na cidade em que está localizada uma empresa cliente na Europa. “Eu e outros dois consultores tivemos que sair numa manhã de sábado, nevando, temperatura bem abaixo de 0 grau C, carregando nossas roupas (de aproximadamente 15 dias) para lavar, pois o hotel onde estávamos cobrava um absurdo. Primeiramente, não conseguíamos achar uma lavanderia pública, pois a cidade era pequena e as lavanderias são raras nos países europeus. Após uma caminhada de, aproximadamente, 20 minutos debaixo de neve, lá estava a lavanderia pública da cidade. Porém, as instruções do local eram todas em neerlandês (popularmente conhecido como flamengo) e não havia ninguém no local que falasse algo parecido com inglês, espanhol ou francês. Além disso, o local possuía um cheiro bastante diferente. Final da história, acabamos gastando, por tentativa e erro, alguns vários euros e uma manhã inteira de sábado para conseguir lavar um saco de roupas, mas são essas, entre outras, experiências que levamos conosco nesta rica vida de consultoria”, recorda-se Rachel. Previsões otimistas “Acredito que existe um mercado enorme a ser explorado no exterior. Hoje, temos inserção no mercado externo, em grande parte, por meio de empresas de controle brasileiro. Porém, visualizo, num cenário próximo, principalmente, com a retomada da economia, o crescimento do INDG de forma sustentada nestes países desenvolvidos. Possuímos um diferencial prático em relação às outras consultorias. Ficamos no cliente até garantir os resultados propostos, colocando a mão na massa e não apenas desenvolvendo análises avançadas que muitas vezes acabam ficando no papel, sem a sua implementação. E agora, como acionista, nada mais oportuno do que ser parte integrante desta busca de expansão ainda maior da nossa Instituição.” |