Folha de Pernambuco - 14/05/2007
Pernambuco adere ao Movimento Brasil Competitivo
RECIFE - Os quatro anos de gestao pública de Eduardo Campos (PSB) serao acompanhados pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) para aumentar a arrecadaçao do período em R$ 960 milhoes e reduzir as despesas em R$ 390 milhoes. A meta, a partir de um convenio assinado nesta manha, é colocar Pernambuco entre os cinco melhores Estados do país nos itens segurança pública, saúde e educaçao em 2010. O projeto, chamado "Programa de Modernizaçao da Gestao Pública", tem como meta otimizar a arrecadaçao da receita e reduzir despesas para, em seguida, investir em serviços essenciais para a sociedade. O lançamento contou com a participaçao do idealizador do Movimento, o empresário Jorge Gerdau.
"Nao se busca economizar por economizar. Busca-se transformar esses recursos em investimentos para a populaçao", afirmou o presidente do Instituto de Desenvolvimento Gerencial ( INDG), professor José Martins de Godoy, que prestará apoio técnico a iniciativa. "Os recursos que serao poupados aqui vao voltar através de serviços bem-feitos que estao faltando", comemorou o governador Eduardo Campos, ressaltando que o projeto "nao custará um só real aos cofres públicos do Estado de Pernambuco". O valor do serviço, custeado pelo MBC, gira em torno de R$ 700 a R$ 800 por mes, com verba do Governo Federal, de empresários e de investimentos internacionais.
O alto valor se justifica, na análise do professor Godoy. "Outros programas nao tem essa abrangencia. Nenhum é tao completo quanto o de Pernambuco". O interesse do MBC foi reconhecido pelo governador: "Muitos Estados gostariam de ter tido essa oportunidade".
O motivo do entusiasmo é simples. O MBC tem experiencias em curso em algumas administraçoes públicas do país, incluindo o pioneiro Estado de Minas Gerais e a Prefeitura de Sao Paulo, que "em 2 anos conseguiu economizar mais de R$ 2 bilhoes", de acordo com o presidente fundador do MBC, Jorge Gerdau. "O processo funciona", garantiu. De acordo com o presidente, a cobrança de 40% de carga tributária com pouco retorno exige que as administraçoes públicas otimizem os investimentos, para que a sociedade possa crescer. "Quem nao investe, nao cresce", sentenciou.
O interesse em administrar o Estado com eficiencia recebeu elogios do presidente da Confederaçao Nacional da Indústria (CNI), deputado federal Armando Monteiro Neto (PMDB). "Reduzir gastos significa valorizar as funçoes do Governo".
Os empresários presentes a assinatura do convenio aplaudiram o governador Eduardo Campos quando o socialista defendeu, em seu discurso, um equilíbrio fiscal atento as necessidades da populaçao - o chamado "equilíbrio dinâmico". "Eu, além de governar o Estado, sou presidente de um partido de esquerda. Apostar nesse tipo de encaminhamento quebra muitos preconceitos", disse Campos.
O acompanhamento do MBC vai começar em 1o de junho, mas já foi dada ordem para que os secretários do Governo se articulem para atribuir as competencias de cada um, já que muitas secretarias estarao envolvidas. Nos primeiros quatro ou cinco meses, será feito um planejamento, ao que se seguirao 12 meses de apuraçao de resultados iniciais. Para tanto, o INDG promete contratar 27 profissionais no Estado das áreas de engenharia, economia, administraçao de empresas, estatística e informática para capacitá-los.
O presidente do INDG está confiante no projeto. "O método é muito rigoroso. Consegue resultados aqui e na Rússia", pontuou o professor José Martins de Godoy, que exporta tecnologia de gerenciamento - 23% dos projetos sao voltados para o exterior.
Participaram da cerimônia de assinatura do convenio o vice-governador, Joao Lyra Neto (PDT), o presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco, deputado Guilherme Uchôa (PDT), os deputados federais Inocencio Oliveira (PL), José Múcio (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (PMDB), o deputado Sílvio Costa Filho (PMN), o assessor da presidencia da Petrobrás, Irani Virella, o diretor administrativo do MBC, Cláudio Leite e o secretário de Planejamento e Gestao do Estado, Geraldo Júlio.
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