::. INDG - Instituto de Desenvolvimento Gerencial .::
Mensagens Falconi
Recursos Humanos
Recursos Humanos
 
INDG Contato Mapa

A revista Veja, de 18/06/08 (edição 2065 - ano 41 - nº 24), trouxe um artigo referente a uma pesquisa em educação desenvolvida pela Consultoria McKinsey, coordenado pela consultora Mona Moursehd, doutora em desenvolvimento econômico pelo MIT. Durante um ano, foram entrevistadas mais de 200 pessoas em visitas a 120 escolas em 20 países, com resultados mais extraordinários na educação, como é o caso de Cingapura, Coréia do Sul, e Finlândia. O maior mérito do estudo, de acordo com o artigo, é chamar a atenção para práticas comuns a estes países, todas testadas com sucesso em sala de aula.

Na entrevista, a consultora fala de 7 medidas aplicadas com sucesso nestes países, que ela acredita, pode elevar o nível de ensino do Brasil.

Foi muito gratificante para o INDG verificar que há uma concordância entre as medidas/soluções citadas no estudo com as medidas prioritárias que, a despeito das dificuldades encontradas, vem sendo adotadas integralmente ou, pelo menos numa abordagem similar, nos projetos em desenvolvimento.

Há algum tempo o pensamento dominante era que seria necessário um projeto revolucionário para alterar o status quo da educação no Brasil. Na realidade as medidas são o óbvio, ou seja, aquela da prática do dia-a-dia, mas que devem ser conduzidas com persistência e na sua totalidade.

Como mostra a tabela abaixo, a menos da medida que seria atribuição MEC/Universidades, todas as outras medidas estão contempladas nos projetos em andamento. Acrescenta-se a isto o fato de que o INDG já possui, com foco na gestão da escola, um índice intitulado IFC/RS (Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social para Aplicação na Escola), acompanhado de um CDROM (o livro-texto que descreve o índice foi publicado há um ano e meio, pela editora INDGTecS, e encontra-se disponível na própria editora e em livrarias), que cobre estes fatores e alguns outros ambientais considerados relevantes para o perfil das escolas brasileiras. Há também o texto "Como Melhorar as Competências da Equipe Escolar Implementando a Matriz de Capacitação", também da mesma Editora, que estabelece critérios de pesquisa para fornecer os subsídios para o treinamento de professores.


Clique na imagem para ampliar

Estes textos são o produto da reflexão sobre os fatores importantes que impactaram a educação. São também o resultado da experiência institucional do trabalho na área educacional pública desde 1992, principalmente em Minas Gerais, Ceará e Sergipe.

 

 
Só os melhores ensinam - "Poucos fatores influenciam tanto a qualidade do ensino em um país quanto o nível de seus professores. Na Coréia do Sul e Finlândia criaram seleções tão rigorosas quanto as de uma grande empresa. Só podem concorrer a uma vaga nas faculdades de educação aqueles 10% com o melhor boletim. É preciso ainda passar por provas, entrevistas e aulas demonstrativas devidamente avaliadas por especialistas".
Ação trabalhada na Variável "Aperfeiçoamento dos Professores" do Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS) que estimula o investimento do professor e/ou escola no desenvolvimento do professor com foco na melhoria dos resultados. O texto "Matriz de Competências dos Professores" fornece critérios para colher subsídios para o aperfeiçoamento dos professores.
Para cada estudante de pedagogia, um tutor - "Em países de bom ensino, ninguém se forma sem antes fazer o básico: entrar numa sala de aula na função de professor. Os universitários são acompanhados por espécies de tutores, professores experientes cujo papel é avaliar o desempenho dos aspirantes a professor, corrigir eventuais falhas e ensinar tudo na prática".
Não trabalhado diretamente pelo INDG. Compete ao MEC estabelecer estas exigências.
Tornar atraente a carreira de professor – A junção de duas medidas se revelou eficaz em uma dezena de países: uma delas diz respeito ao salário inicial dos professores. Quando o valor foi equiparado aos de outras carreiras, houve uma aumento na procura de faculdades de educação. ...Os mais brilhantes só passaram a procurar maçicamente a carreira de professores depois que esses países implantaram sistemas meritocráticos.
Escolas parceiras do INDG trabalham com foco em resultado. Dessa forma, reconhecem seus professores pelos resultados alcançados por meio de divulgação de resultados e melhores práticas, premiação e outros. No âmbito salarial, já há estados parceiros que estão trabalhando no sentido de desenvolver uma remuneração (bônus) com foco em resultados.
MBA para os diretores – "Quanto mais eficiente o diretor, melhor é o ensino da escola. Durante seis meses, freqüentam cursos para aprender técnicas elementares de gestão e fazem estágio em grandes empresas. Em Cingapura, ninguém é empossado sem antes se internar numa multinacional, entre as quais HP e IBM, e provar, por meio de avaliações, ter aprendido a traçar metas, cobrar resultados e estimular uma equipe."
Os diretores são treinados in loco no método gerencial de solução de problemas e atingmento de metas (PDCA). Saber estabelecer uma meta e organizar os meios para atingi-la são habilidades trabalhadas sistematicamente com os diretores parceiros. Além disto, o INDG possui hoje um sistema de gestão GIDE (Gestão Integrada da escola), que contempla os aspectos político-pedagógicos, estratégicos e gerenciais.
Auditoria na sala de aula – "Monitorar a qualidade do ensino por meio de critérios objetivos é básico – e o Brasil já faz isso há uma década. Um passo adiante, é dar a especialistas a tarefa de inspecionar periodicamente as escolas. Dessas auditorias não resultam apenas relatórios, mas também um conjunto de recomendações bem práticas, como mudar os rumos de uma disciplina."
Ao final de cada etapa, os resultados de cada turma e disciplina são levantados e comparados com a meta estabelecida pela escola. Para os resultados abaixo da meta, a direção, supervisão e professores destas disciplinas, são orientados para realizarem o levantamento das causas do mau desempenho e propor contramedidas para bloqueá-las, por meio de um relatório de tratamento de anomalias.
Roteiros para ensinar – "A história é a mesma em países de ensino exemplar: nenhum deles alcançou o sucesso em sala de aula sem um bom currículo oficial. A experiência mostra que esse é um divisor de águas entre o mundo da intuição, no qual os professores se guiam pelas próprias crenças, e o da razão. Com o currículo, eles passam a ter objetivos definidos – e um instrumento para aferir o nível dos alunos diante de expectativas concretas."
Ação trabalhada na variável "Cumprimento dos Parâmetros Curriculares Nacionais/currículo mínimo" do Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social(IFC/RS) e na padronização do plano de curso do professor, garantindo que os conteúdos necessários para o desenvolvimento de competências numa determinada série sejam trabalhado por todos os professores, observando também os fatores críticos de sucesso para a elaboração de um bom plano de curso.
Aula particular de graça – "Em escolas públicas de países como a Finlândia, nada funcionou tão bem no combate à repetência como a implantação de um sistema para atender os estudantes com dificuldade de aprender, à parte das aulas. O reforço escolar é levado tão a sério que em cada escola há alguém designado para ministrar as tais aulas particulares."
Ação trabalhada na variável "Captação e participação em projetos complementares" do Índice de Formação e Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS). Ao ser detectada a defasagem de conteúdo, a escola é orientada para a busca de parceiros internos e externos que realizem aulas de reforço para os alunos que apresentam dificuldades.

 

Clique aqui para ler a notícia na íntegra.

Veja mais notícias 
Voltar