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Dez é o número mágico
Dezembro de 2009

Durante balanço das atividades do PGQP em 2009, Jorge Gerdau defendeu que o governo deve investir, pelo menos, 10% do PIB.

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Superior do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), é enfático ao falar de investimentos públicos: para ele, os governos precisam adotar urgentemente a meta de investir a cada ano - "no mínimo" - 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto o setor privado vai fazendo sua parte, respondendo por um aporte superior a 30% do PIB brasileiro, o poder público - na visão de Gerdau - precisa perseguir o objetivo dos 10%. "O crescimento de qualquer economia é dado pelo grau de investimento que uma administração consegue alcançar", apontou, criticando a falta de determinação do governo federal em buscar esta meta. O presidente do conselho de administração da Gerdau destacou que 2009 foi chamado pelo presidente Lula de "Ano Nacional da Gestão Pública" - mas pouco se fez nesse sentido. Nem mesmo a participação do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) como consultores dos ministérios de Desenvolvimento Social e do Planejamento tem contribuído significativamente para elevar os investimentos públicos.

Apesar de 2010 ser ano eleitoral, os trabalhos do MBC e INDG, no âmbito federal, e do PGQP, na esfera estadual, não deverão sofrer alterações. Graças a uma cultura voltada para a gestão de qualidade, muitos governos e órgãos públicos tendem a manter seus projetos em atividade. Como o "alvo" da maioria dos treinamentos são funcionários de carreira (e não políticos), Gerdau não acredita em esforço perdido. Nem mesmo depois das eleições, quando acontece uma natural troca de cargos. "O sistema de treinamentos tem dado muito ‘Ibope' para os administradores públicos. Eles estão na frente daqueles que não utilizam a ferramenta", garantiu Gerdau, que falou em entrevista coletiva nesta terça-feira na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Gerdau cobra mais investimento público

Como exemplo de eficiência em gestão pública, o empresário citou a economia que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul terá ao fim de 2009. A previsão inicial era poupar R$ 43 milhões com melhorias de processos, meta que foi batida de longe: o órgão deverá registrar uma economia de R$ 100 milhões no período.


O exemplo de Pernambuco

O PGQP pretende oferecer ao governo gaúcho em 2010 um "choque de gestão" na área da Educação, com o objetivo de melhorar os índices de aproveitamento das escolas estaduais. A instituição deve ajudar a Secretaria de Educação a trabalhar com metas e estabelecimento de benchmarks. Um deles será tomar como base um modelo implantado em Pernambuco, onde são feitas avaliações frequentes de professores e alunos. Em dois anos, o Estado conseguiu reduzir significativamente os índices de repetência. "Faremos um diálogo produtivo entre governo e sindicatos de professores, mostrando que a gestão poderá trazer diferenciais competitivos para todos", destacou Ricardo Felizzola, presidente do Conselho Diretor do PGQP. Entre os órgãos que serão procurados pelo PGQP está o Centro de Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) que, em pleno final de ano letivo, planeja entrar em greve.

Fonte: Portal Amanhã

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