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| Junho de 2010 |
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Sócio do INDG, Alexandre Lunkes afirma que as empresas do país erram na forma de monitorar a evolução (e os resultados) do planejamento estratégico
Para Lunkes, existem dois elementos que as empresas jamais devem deixar de lado: geração de caixa e de receita.
O Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) é, hoje, uma dos grandes multiplicadores brasileiros do PDCA (sigla em inglês para “plan, do, check, act”). Criada pelos papas da qualidade Joseph Juran e William Deming, a metodologia vem sendo utilizado ao longo dos anos como uma ferramenta básica de planejamento estratégico. No Brasil, porém, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades ao adotá-la, como informa o sócio do INDG, Alexandre Lunkes, nesta entrevista ao Portal AMANHÃ:
Qual é o grande problema que as empresas brasileiras encontram no campo da gestão, hoje?
O que chamamos de problema é, na verdade, um desafio. O maior deles está em colocar em prática o PDCA. Depois destes anos todos de instituto, a gente encontra empresas com sérios problemas de planejamento. Falta a elas ter um plano de ações para atacar as principais barreiras que surgem. Outro ponto crítico é a falta de rituais de acompanhamento de resultados de forma sistemática. Na medida em que você melhora a capacidade de análise, o seu planejamento tende a evoluir também.
Costuma-se dizer que, em tempos de crise, o caixa é rei. Agora, as previsões apontam para um ciclo de crescimento virtuoso na economia. Neste caso, qual é o setor da empresa que passa a ser determinante para o sucesso?
De todas as variáveis que compõem o resultado de uma empresa, existem duas que nenhuma organização pode abrir mão: a geração de caixa e a geração de receita. Esse ciclo virtuoso será benéfico para a geração de caixa e contribuirá para que a receita seja maior. A partir dessas duas variáveis, as circunstâncias vão levar o gestor a se concentrar mais em uma ou outra coisa. Será uma oportunidade para que companhias melhorem sua gestão de vendas. Será um período em que elas poderão encontrar oportunidades em seus departamentos comerciais. É, também, uma boa hora de rever mix de produtos, mudar políticas de descontos e aumentar a carteira de clientes. Tudo isso, claro, sem perder de vista a rentabilidade.
De que forma é possível reter ou atrair talentos sem provocar um aumento de custos?
Reter talentos é outro enorme desafio. Ainda mais em um ciclo de crescimento que se avizinha, no qual o nível de competitividade fica maior. Para não perder talentos em cargos gerenciais, é preciso estabelecer um método bem estruturado e fazer com que essas pessoas saibam claramente qual é a visão de resultados da alta direção. Quando você coloca desafios para sua estrutura organizacional, os talentos surgem naturalmente.
Fonte: Portal Amanhã (08/06/2010).