O secretário Segurança Pública da Bahia, César Nunes afirmou que a integração é o caminho para se fazer uma boa segurança pública. Um novo modelo de segurança pública, elaborado com base em um plano de gestão integrada, foi apresentado a representantes das polícias Civil, Militar e Técnica. A 1ª Reunião de Alinhamento das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), foi realizada com o objetivo de explicar como funcionará o programa de integração das áreas de segurança da capital.
![]() Secretário da SSP-Ba César Nunes. |
O estudo faz parte do projeto de melhoria da gestão pública realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), que apresentou um diagnóstico do processo de contenção do crime em todo o sistema de segurança do estado e o alinhamento das ações estratégicas e operacionais. O trabalho, apresentado hoje pelo consultor Flávio Queiroz Medeiros, foi iniciado em setembro de 2008, por uma equipe de consultores do INDG. A próxima etapa do projeto consiste na implementação das ações prioritárias planejadas para obter concretamente a redução dos índices de criminalidade CVLI e CVP.
O secretário da Segurança Pública, César Nunes, explicou que entre as ações prioritárias desse projeto estão a integração das polícias, a modernização do sistema de segurança, a valorização profissional, o combate à corrupção policial e a redução e prevenção da criminalidade. “Estamos sistematizando um plano operacional elaborado pelos representantes das instituições policiais. Acredito que todos nós sabemos qual o caminho a ser seguido, pois o objetivo é fazer uma boa segurança pública”, disse.
“A conexão das ações deve ser feita com a consciência da instituição policial. A integração está permeada no planejamento conjunto, no compromisso e no compartilhamento de informações”, afirmou o coronel Zeliomar Almeida, um dos comandantes regionais da PM e representante da polícia militar no projeto de implementação das áreas de segurança pública integradas.
O diretor do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil, delegado Arthur Gallas, ressaltou que o isolamento organizacional e a rejeição ao trabalho conjunto levam as polícias a desconhecerem os verdadeiros destinatários de seus serviços. Gallas mencionou ainda as vantagens do compartilhamento de informações, tendo em vista a redução do crime e da violência.
O projeto das AISPs está sendo recebido pela instituição com muita esperança e otimismo, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, acrescentando que somente com as áreas integradas as polícias poderão fazer o planejamento e controle efetivo. “Tenho certeza que esta iniciativa irá melhorar de forma considerável o trabalho policial”.
O comandante-geral da PM, coronel Nilton Mascarenhas, por sua vez, destacou que a integração tem de ser verdadeira, caso contrário o ideal não será alcançado. “As AISPs já foram estudadas em governos passados, mas nunca conseguimos fazer com que fluíssem. Somente a integração mais fiel entre as polícias fará com que isso vingue”, concluiu.
"Gostaríamos que essa união fosse ainda mais freqüente para que a sociedade desfrute de um esquema de segurança pública de excelência”, acrescentou a vice-diretora do Departamento de Polícia Técnica, Maria de Lourdes.
Fonte: Site SSP-BA.