NOTÍCIASAntecipam-se resultados de
curto prazo
Iniciado em julho de 2003, o Projeto Santa Casa no 3º Milênio, que está
sendo desenvolvido pela Santa Casa, em parceria com o INDG, se acha em plena
evolução, obedecidos rigorosamente os cronogramas estabelecidos. Mais do que
isso, está à frente em termos de prazos, a fim de atender à situação
especial por que passa a entidade beneficiária, a Santa Casa de Misericórdia
de Belo Horizonte.
Segundo Orlando Euler de Castro, coordenador do projeto pelo INDG, as frentes
que ele abrange - Orçamento Matricial; Reestruturação; Redesenho de Processos
Prioritários; e Gerenciamento da Rotina - se encontram no ritmo desejado e
preconizado.
Trata-se de um projeto de singular e elevado alcance social, congregando o apoio
do setor privado - Fiemg, Sesi, Belgo, Acesita, Samarco e Fundação CDL, além
da própria Santa Casa, que dele participa financeiramente e é sua
beneficiária. Conta, também, com a participação do governo em seus três
níveis: União, Estado e municípios.
Um eficaz Sistema de Gestão para a área de saúde, associado a uma liderança
e à participação de um eficiente e respeitado corpo técnico, contribui para
a confiança nas perspectivas promissoras.
A iniciativa mobiliza a administração, o corpo clínico, o poder público e
desperta a atenção de todos os segmentos da sociedade, considerando a
relevância da Santa Casa na assistência à população da capital e do Estado.
Conta, ainda, com o suporte gerencial do INDG para promover mudanças e
melhorias no desempenho da instituição, em seus vários segmentos, resgatando
sua credibilidade em benefício da comunidade.
O êxito e os primeiros resultados desta parceria público-privada já se fazem
sentir.
As Frentes
1 - Sistema de Melhorias de Gestão
O desempenho do projeto já pode ser avaliado e seus frutos são considerados
auspiciosos.
Orçamento Matricial - OM
No que se refere ao OM, iniciado na segunda quinzena de julho/03, foram
identificadas as lacunas para autosustentação. O pacote abrange: aspectos
financeiros, tributos e taxas; despesas gerais, serviços assistenciais, planos
de saúde; pessoal; serviços funerários; assistência (preços de
medicamentos, controle e redução de desperdícios); serviços de terceiros;
manutenção predial e de equipamentos não médicos; infra-estrutura.
Os passos seguintes compreenderam o processo de negociação do orçamento;
implementação da nova sistemática de custos indiretos; e implementação dos
procedimentos da fase de acompanhamento das metas orçamentárias.
Segundo Renato Vilela, do INDG, após a realização das
negociações do orçamento de cada setor, a economia prevista para um ano
foi consolidada em R$ 12,4 milhões, conforme no gráfico ao lado. Durante
o mês de novembro/03, foram realizados os treinamentos no Sistema de
Acompanhamento do Orçamento.
Ainda em dezembro/03, estará instalado o painel de Gestão à Vista, no
corredor junto à portaria principal do Hospital Central. Esta e as
seguintes reuniões tiveram forte envolvimento dos gerentes e se revelaram
muito produtivas. Identificou-se a necessidade de alguns ajustes a serem
implementados para o acompanhamento de resultado de novembro/03, a ser
realizado entre os dias 16 e 23 de dezembro/03. |

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Reestruturação - Definição do Modelo
No que se refere à definição do Modelo de Negócio e de nova estrutura, para
dar-lhe maior produtividade, baseou-se nos macroprocessos e atendendo às
estratégias do Complexo Santa Casa. Esta nova estrutura está ilustrada no
organograma e tem sua descrição no item Macroestrutura.
Redesenho
O Redesenho de Processos Prioritários foi desencadeado, a partir de agosto, nas
áreas de Faturamento e Suprimento. José Roberto S. Lima, do INDG, explicou a
evolução do trabalho e medidas seguintes.
Os redesenhos dos processos de Apontamento da Produção e Apuramento foram
concluídos, tendo os seguintes resultados:
- Mapas dos processos redesenhados;
- Planos para viabilização dos processos redesenhados.
Metas definidas para os processos redesenhados:
- Atender o prazo máximo de dois dias úteis para encaminhamento de
prontuários para a Gerência de Faturamento após a alta hospitalar;
- Reduzir o índices de glosas;
- Atender ao prazo máximo de cinco dias para a apuração das contas após
recebimento dos prontuários dos pacientes.
Processo Apuração do Faturamento
Os plano de ação foram encaminhados aos responsáveis, visando implementação
das ações. Os mapas de processo estão em fase de formatação final, visando
implementação efetiva a partir de janeiro/2004.
Reuniões serão programadas para acompanhamento das ações e resultados dos
processos redesenhados.
Gerenciamento da Rotina - GRD
O GRD, que está sendo iniciado, visa transferir às equipes da Santa Casa o
modelo de gestão, preenchendo, de modo especial, as lacunas constatadas nas
áreas assistenciais. Complementa e garante confiabilidade no desempenho das
ações do dia-a-dia com autosustentação.
2 - Plano de Viabilidade
Objetiva indicar cenários e soluções operacionais e financeiras para conferir
confiança e credibilidade em torno da instituição para que ela atraia o
interesse e o apoio dos órgãos públicos e da iniciativa privada para suas
ações.
Os resultados do trabalho até agora empreendido, bem como das providências
tomadas pela Diretoria para viabilizar a Santa Casa, já são patentes. Assim,
já em 1º de dezembro, foi descrita, através do informativo diário da
instituição, a nova Estrutura Organizacional, alinhada às suas ações
estratégicas. Ela não será rígida, comportando-se em consonância com os
fatores externos e internos.
De acordo com o Diretor Geral, Dr. Porfírio Andrade, as ações e medidas
estabelecidas obedecem à proposta do INDG e sobrepõem os interesses da
organização aos específicos. As ações serão implementadas no curto e
médio prazo, inclusive mediante terceirizações, que - se inviáveis neste
primeiro momento - não poderão ser desprezadas no médio prazo.
Segundo o Diretor, o Novo Modelo de Negócios tem objetivos claros, determinando
a redução drástica dos custos de operação em todas as unidades, com
adequação dos recursos disponíveis à realidade financeira da Santa Casa. A
médio e longo prazos, a Santa Casa será reestruturada para uma retomada do
crescimento sustentável, estabelecimento da governança corporativa para
consolidação do processo decisório, definição clara das autoridades e de
suas respectivas responsabilidades, bem como racionalização dos processos
finalísticos e de suporte, para se alcançar uma Estrutura Enxuta.
Macroestrutura
Por portaria assinada pelo Provedor em 9 de dezembro/03, definiu-se a
macroestrutura organizacional da Santa Casa. Esta estrutura está ilustrada no
organograma (figura).
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À provedoria se vinculam a Diretoria Clínica, A Assessoria Jurídica, a
Ouvidoria e a Assessoria de Imprensa. O Provedor é o presidente nato do
Conselho Deliberativo e da Mesa Administrativa e presidente da Assembléia Geral
da Irmandade. Também se inserem na Provedoria, a Assessoria de Planejamento e
Gestão e a Auditoria Externa. No âmbito da Provedoria está também a
Fundação Santa Casa, que se rege, no entanto, por estatuto próprio.
Em seguida, comandando a atividade executiva, situa-se a Diretoria Geral, a que
se subordinam a Diretoria Técnica, a Diretoria de Suporte à Saúde e a
Diretoria de Administração e Finanças. Vinculam-se à Diretoria Geral, o
Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e a Assessoria de Relacionamento
com o Mercado.
Ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar competirá monitorar e executar
ações relacionadas ao controle de infecção, prestar assessoria a todas as
áreas, produzir relatórios, manuais e estatísticas e, ainda, estudos de
epidemiologia hospitalar.
Quanto à Assessoria de Relacionamento com o Mercado, caberá realizar
prospecção, análise e desenvolvimento de mercados (SUS, convênios,
particulares), analisar a situação da instituição no mercado hospitalar,
visando programação de ações para ampliar o mercado atendido pela Santa
Casa, manter relacionamento com clientes e realizar a gestão dos convênios.
Esta Assessoria atuará em conjunto com as três Diretorias e integrada às
diretrizes gerais da organização.
Nas áreas vinculadas diretamente à Provedoria, atribuições importantes cabem
à Diretoria Clínica, como as de coordenar o Corpo Clínico, supervisionar a
execução das atividades de assintência médica e zelar pelo cumprimento do
Regulamento do Corpo Clínico.
Assessorias
No que se refere à assessoria Jurídica, será ela única para todo o Complexo,
inclusive para a Fundação. É supervisionada pelo Procurador da Santa Casa,
integrante da Mesa Administrativa. Aliás, as assessorias servirão, sem
distinção, a todos os organismos existentes ou criados no corpo da nova
estrutura.
A Ouvidoria estabelecerá um canal de comunicação do Complexo com seus
públicos. Quanto à Assessoria de Comunicação, passará a ser Assessoria de
Imprensa, com atribuições específicas, abrangendo sua atuação em todas as
áreas.
Planejamento e Gestão
A esta Assessoria, que ora se cria, segundo Gonçalo de Abreu Barbosa, atual
Assistente da Provedoria, compete coordenar e executar as atividades do Gabinete
do Provedor; articular funções institucionais do Complexo, coordenar e prestar
contas das ações de captação de doações, bem como desenvolver atividades
relacionadas ao Planejamento Estratégico do Complexo. Ainda: submeter
anualmente o Orçamento à Mesa, elaborar Plano Operativo Anual do Complexo para
aprovação, coordenar atividades e projetos de melhoria de Gestão do Complexo,
e acompanhar processos de auditorias externas, consolidar informações
gerenciais e relatórios de acompanhamento dos resultados.
Quanto à Auditoria Externa não integra a estrutura formal devendo ser exercida
suas funções através de prestador de serviço externo, via terceirização,
se houver demanda, devendo também abranger várias áreas da organização.
Fonte: Santa Casa Notícias - Órgão Oficial da Santa Casa
de Misericórdia de BH - Nº 149 - Dezembro/03
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